sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Mais que 1.000 palavras

Calma, amigo leitor. Estou meio sumido, eu sei, acontece que tenho estado um pouco enrolado... Monografando... Em breve as coisas se normalizarão.

Enquanto isso, sigo cumprindo minhas dívidas:

Essa charge do Fausto foi publicada hoje no Jornal Olho Vivo:


Essa montagem foi publicada no site Tô Sorto. Que maldade...


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Cada um tem o governo que merece...

No último domingo, mais precisamente às 19h09, com 99,2% das seções apuradas (o que foi um recorde!), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já confirmava a eleição do candidato do PMDB, Eduardo Paes, como o novo prefeito do Rio. Preferiria ter ficado "calado", o post de ontem já seria suficiente para registrar o momento, mas uma cobrança dos outros e de mim mesmo me fazem escrever sobre o assunto.

Preocupo-me com o futuro da cidade. O que será do Rio de Janeiro? O novo secretário de Saúde faz promessas; o novo chefe da Casa Civil é bem jovem; e Eduardo Paes é Eduardo Paes...

Governos Federal, Estadual e Municipal trabalhando juntos... Isso é bom... Mas até quando? Alguém se lembra de algum momento na história dessa cidade em que essa parceria realmente deu certo?

"O Rio de Janeiro continua lindo...", lindo para os políticos, lindo para os turistas, lindo para a Copa de 2014 (Valeu, Thaís!), quem sabe para as Olimpíadas, mas e para a população? Pois é... de passagem, "o Rio de Janeiro continua lindo" mesmo.

Propostas não faltam, a inovação está ai.

Mudanças? Claro que virão...

Até que ponto serão boas? Isso é outra história...

Vamos ver no que dá!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A Palavra é do Visitante

Participação: Raquel Rodrigues

O jornalista da novela


Quando entrei na universidade em 2005, eu tinha certeza de que queria sair dali uma repórter do jornal de todos os dias, aquele que o entregador deixava na casa dos meus vizinhos. Hoje, alguns anos depois, minha vontade é sair da faculdade e buscar uma carreira diferente daquela de uma redação frenética, que paga mal o cara que trabalha sete vezes por semana.

Estava no dia do mestre assistindo a novela das nove, “A Favorita”, e a bela atuação do ator Carmo Dalla Vecchia me fez refletir sobre o papel dele na drama. Zé Bob é exatamente o que eu queria ser há três anos atrás. Investigador, desafiador, com sete vidas e principalmente um super-herói. Tá espantado?! Tenho certeza que essa fantasia não foi só minha... Só no Rio de Janeiro mais de três mil estudantes se formam por semestre em Comunicação Social. E com eles, o sonho de ser o William Bonner ou um "Zé Bob".

O problema dessa imagem que fazemos da profissão é culpa dos próprios meios de comunicação que “glamorizam” o ofício e fazem um espetáculo da atividade. Em tempos em que jornalistas são presos e torturados por traficantes (como no caso dos repórteres do jornal O Dia) ou mortos em atividade (quem não se lembra de Tim Lopes?), a maior empresa de comunicação do Brasil ainda incentiva esse tipo de personagem. Personagem no sentido de atuação mesmo, não no sentido que usamos no jargão jornalístico. Personagem esse que não existe e não pode existir. Porque os meios de comunicação correspondem a interesses, da sociedade - são raros, mas de grupos que detêm certo poder - capital.

É amigo calouro, a historinha que nossos professores nos contam nos períodos iniciais sobre imparcialidade e jornalismo a serviço do povo não é verídica. A imparcialidade passa longe dos noticiários, das páginas do jornal, das rádios e todas as outras formas de comunicação que se concentram nas mãos de poucos. Então se você, como eu, sonhou com a carreira de ser a voz da massa, está na hora de repensar esse papel e encontrar uma nova forma de fazê-lo ou ainda mudar de planos...

Mas, não vamos desanimar, queridos! Ainda há espaço para os que amam a informação. A internet é um deles. Você pode ser dono do seu próprio veículo de comunicação, montar uma empresa, sei lá, inovar! "Botar pra fazer'' - Tá uma onda, né? Contudo se você não tiver idéias ou dinheiro para empreender... Há vagas pra quem quer vestir a camisa de uma empresa, de alguém importante ou quem queira ser; as assessorias de imprensa buscam pessoas declaradamente parciais! E vivam as assessorias que absorvem os profissionais de comunicação que não encontram lugar na ''imparcialidade'' ou ainda aqueles que querem trabalhar apenas de segunda a sexta, com horário de almoço, férias, salário bom e como disse um professor num ambiente super agradável - ar condicionado e obrigação de ver televisão... Coisa chata (rs...)!








Raquel Rodrigues é estudante de jornalismo do 7º período da Universidade Estácio de Sá.

O Rio de... Eduardo Paes...

Deveria ter colocado este Post ontem, mas, são tantas coisas a fazer... Enfim... Segue:

Na enquete do Blog Analógico deu Gabeira, com 83% dos votos contra 16% de seu adversário. Mas, não teve jeito, Eduardo Paes é o novo Prefeito do Rio.

Fica a esperança de que a partir de 2009 tenhamos um Rio um pouco diferente...


Será?

Estágios & Empregos

Fiquei devendo ontem. Seguem algumas oportunidades de estágio:

→ Estágios:


o RJ: A CW Marketing seleciona estudantes de Comunicação Social, que estejam cursando entre o 4º e 6º período, para estágio na área de conteúdo. É necessário ter bom inglês e grande interesse pelos seguintes assuntos: celebridades, artes, moda e esportes. Os currículos, com foto, e uma redação sobre o tema “celebridades” devem ser encaminhados aos cuidados de Waléria Souza, pelo e-mail waleria@cwmarketing.com.br.

o RJ: A Sepro-RJ seleciona estudantes do 3º ou 4º período de Jornalismo para estágio de 14h às 18h. É desejável que o candidato tenha experiência em clipping, inglês intermediário, conhecimento de Pacote Office e interesse por temas relacionados à tecnologia da informação. Currículos para jornalismo@seprorio.org.br, com o assunto “VAGA ESTÁGIO”.

o RJ: Empresa oferece uma vaga para estágio em assessoria de imprensa. Enviar currículo para rhsel@yahoo.com.br, inserindo, no campo assunto, “Estágio”.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Mais que 1.000 palavras

A primeira imagem vem da edição de hoje do Jornal do Brasil. Foi feita pelo cartunista Ique. Uma pequena reflexão dos tempos de crise no Brasil...

A segunda vem direta dos EUA; fala sobre as eleições naquele país. Retirada do Blog do Ancelmo Góis:

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A Palavra é do Visitante

Participação: Ricardo Rubim

Quanto vale um jornalista?


Ser jornalista, talvez, seja um grande orgulho para os que exercem a profissão. Além de ser considerado “formador de opinião”, é responsável por passar para a sociedade os acontecimentos tais como ocorrem. É interessante receber informação, pesquisar, entrevistar e, por fim, colocar em prática a arte de escrever.

Quando entrei para a faculdade de comunicação, minha visão do mundo era bem diferente da que venho construindo desde então. Tornou-se estranho saber que nem todos os meus valores eram certos, e nem errados. Foi doloroso lidar com outras realidades e tentar ser imparcial. Mas foi doído demais saber que, como jornalista, o máximo que consigo é ser objetivo.

Ainda nas salas de aulas do ensino superior, aprendi, através das Teorias do Jornalismo, que bateria de frente com muitas coisas fora de meus planos, e que elas me jogariam dentro de várias realidades. A mais chocante, sem dúvida, é a falta de amor com o próximo. Não tento convencer ninguém que precisamos ser mais humanos, mas acredito que a responsabilidade com a fome, a miséria e a falta de todas as necessidades que milhares de pessoas ainda convivem são frutos de nossas omissões e falta de coragem.

Tenho trabalhado com política neste ano eleitoral (castigo mesmo), mas já fui um jornalista-puta (longe de ser um puta jornalista). Passei por várias editorias. Isso me ajuda até os dias atuais para pensar se cumpro com minhas obrigações, como cidadão e como profissional. Enquanto um homem da sociedade, tento não fechar os olhos para o mal. Procuro analisar o que não prejudicará os outros e como posso melhorar a vida dos que me cercam e também dos que estão muito distantes. Como jornalista, poderia dizer que, por mais que tente, encontro dificuldades; mesmo estando ciente de que as empresas de comunicação visam o lucro como qualquer outra e, sendo assim, tenho que dançar conforme a música, ou seja, escrever o que me ditam.

Sei que trabalho é sagrado, e devemos honrá-lo a cada instante. Mas um grande conflito ainda perturba a mente de muitos colegas de profissão, assim como a minha: como cumprir com o dever da objetividade se o lucro é mais importante e paga o meu salário? Devo dizer aos meus chefes que não vou escrever mentiras e ceder lugar para outro mau caráter que tanto precisa trabalhar? Nesse instante, lembro-me da famosa Teoria Organizacional, em que as vontades dos donos de veículos prevalecem sobre qualquer coisa. Não existe verdade que não se rompa em um mundo onde as pessoas só sobrevivem fingindo. É preciso se fazer de cego, não ouvir algumas palavras e tomar um bom calmante para dormir.

Lembra da pergunta: “Quanto vale um Médico?” O que responderias na questão quanto vale um jornalista? Vou dar duas opções:

A – O jornalista não vale nada, porque deveria ser uma das ferramentas mais importantes para a modificação das mazelas do mundo, mas acaba se entregando às ordens de seus veículos para não perder o emprego.

B – O jornalista deve ser extremamente valorizado, pois abdica, na maioria das vezes, de todas as coisas - inclusive da própria paz interior – apenas por amar aquilo que faz.

Deixe seu comentário com a resposta. Poderemos discutir sobre o assunto com mais clareza e maior profundidade.






Ricardo Rubim é jornalista e editor de política do O Povo do Rio, além de editor-chefe da revista eletrônica Sinceridade.

Impresso X Digital

O caderno "Prosa & Verso" do Jornal O Globo do último domingo trouxe uma matéria do enviado especial do jornal a Frankfurt, Miguel Conde, que me deixou uma dúvida. O nome da reportagem é "Páginas Virtuais" e a questão que me veio à cabeça é: O que será dos livros impressos?

Nunca acreditei na possibilidade de um veículo de comunicação substituir, ou mesmo acabar, com outro. Foi assim com o jornal quando surgiu o rádio; com o rádio quando surgiu a TV; e com a TV quando surgiu a internet; um passou a ser um "complemento" do outro. Porém, o que vemos hoje é uma tecnologia inovadora e que pode sim dar fim ao livro tradicional.

O texto de Miguel diz que "na maior feira de livros do mundo [a feira de Frankfurt], 30% dos produtos em exibição não podem ser folheados, pelo menos não da maneira convencional. Quase um terço dos itens expostos (...) são digitais...". E ai? O que dizer sobre isso?

A popularização de leitores de livros eletrônicos, como o Kindle e o Sony Reader, que hoje já oferecem uma legibilidade bem próxima a do papel, e dos e-books, faz com que fiquemos cada vez mais próximos de uma realidade sem o livro impresso.

Imagine só: Você carregando um aparelho pouco maior que um celular onde, dependendo de sua capacidade, você pode armazenar até 200 títulos. Só a economia de espaço impressiona. E não é apenas isso: Você também pode fazer anotações, sublinhar os trechos mais importantes, tudo isso com apenas um toque na tela. Caramba! Que diferença...

Não acredito que nada substitua um livro (livro mesmo, de papel!) e espero fielmente que esse advento não afete a popularidade dos impressos, mas a tendência não é essa. Pode ser que, no futuro, o Livro se torne algo raro... Como é um LP hoje em dia...